Elegemos um palhaço. Literalmente. Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, foi eleito como deputado federal pelo estado de São Paulo neste ano de 2010. Foi um dos mais votados e mais criticados. Seus bordões de efeito, como “Você sabe o que um deputado faz? Nem eu, mas se eu for eleito eu te conto” conquistaram votos de protesto de pessoas que acharam que a política é na verdade uma palhaçada, já que “pior do que tá não fica” (outro de seus bordões).
Segundo todos os críticos da área, o problema é que os palhaços não são somente os eleitos, e sim seus eleitores. Concordo em parte, mas as leis eleitorais são confusas e comprometem a eleição. Senhores, Tiririca não será eleito sozinho. A quantidade de votos que levou é suficiente para levar consigo uma montanha de desconhecidos, cujo tempo de aparição nos meios de mídia era irrisório. As leis são confusas e os especialistas desviam o foco da deficiência do sistema eleitoral para os eleitores.
O problema não é a população. A população é, sim, ignorante. Mas como todo ignorante, como todo aluno, está à espera de luz, de informação e paciência. Os críticos devem se preocupar mais em formar opiniões, em ensinar o que é a verdadeira política, do que somente reclamar. Reclamação, por si só, é tão efetiva quanto cruzar os braços perante o problema.
E mais, por só saber escrever e ler, quem disse que não podem sair boas ideias de sua cabeça? Minha avó, com seus oitenta e poucos anos, que só sabe ler e escrever, tem ideias muito melhores do que um Tasso Jereissati da vida, cujas ideias ao longo do tempo contribuíram pouco para resolver os maiores problemas de nosso estado e muito para o enriquecimento exponencial de sua família. As frases de efeito de Tiririca foram inteligentes, dotadas de humor não-apelativo, que serviram ao seu propósito: mostrar que a falta de informação (ou a falta de comprometimento com a análise destas) é a grande vilã. Pouquíssimas pessoas sabem, de fato, o que um político deve fazer. Talvez, na câmara federal, possamos ter uma surpresa. Se Tiririca, um homem que veio do povo como Lula, for bem assessorado, talvez consiga ter ideias boas que possam nos ajudar. Ou não, ele pode se tornar mais um Roriz, mais um Collor, mais um Maluf.
Quem são os palhaços? Todos nós, sem exceção. E assim seremos até que os mais sábios e persuasivos acabem com este círculo vicioso, utilizando sua fama, lábia, inteligência ou qualquer atributo válido e construtivo para fazer o bem, para cultivar o bem, deixando uma colheita farta para as gerações futuras.
Mário, você não me conhece, não sei se um dia iremos nos conhecer, mas resolvi mandar essa mensagem para você. Nos ultimos dias passei por um turbilhão de emoções, fui aprovado em um concurso do Banco do Brasil assim como você foi em 2007, putz, nem esperava que seria aprovado, quanto mais que minha convocação seria expedida tão rápido.
Pois é já fui convocado e estou naquela fase dos exames, como você deixei pra ligar pra CASSI com os três exames em mãos, e vâo me jogar para não sei que espaço e tempo, devido ao grande número de convocações.
Mas depois de relatar um pouco do que passei e que estou passando, queria mesmo era te agradecer, agradecer por compartilhar, por essa ação tão nobre de informar, por você ter passado naquele tópico intitulado “O caminho para o BB” informação e não dados, por ter expressado sua experiência e ter diminuido angústias e aumentado expectativas, e por ter contribuído com a vontade de manter um sorriso no rosto de um futuro funcionário do BB.
Boa sorte na tua caminhada e Obrigado.
Muita luz pra você.