O fim dos tempos

     Eu já não recebia visitas há tempos. O motivo não era inteiramente pela falta de tempo das pessoas. Eu é que já não era mais tão atrativo assim. Não tinha nada de novo na minha vida, na minha pequena toca. Então me perguntei, “preciso mesmo dela?”.

     Tudo na vida tem o seu propósito. A minha pequena toca, no começo, era uma maneira de esconder, dentro daquele lugar, o que eu pensava sobre o mundo. Na toca eu construí e desconstruí meu próprio mundo. Preparei tudo para o futuro, revisitei o passado e aproveitei o meu presente. Junto com todos os meus personagens, reais e ficitícios, eu aprendi muito sobre a minha vida e a vida daqueles que me rodeiam. E graças a todos, graças a experiência que obtive até agora, vejo que a solução não é esconder, mas sim mostrar ao mundo as minhas idéias. É necessário divulgar o bom da vida (e o ruim necessário, aquele que nos faz crescer devido a dor).

     Não abandonei a minha velha toca. O meio físico não foi simplesmente trocado. Está tudo aqui, em cada lembrança minha. Por isto, sem nem remorso, estou realizando minha mudança. Para um lugar mais espaçoso e dinâmico. Para que eu possa divulgar minha idéias. Para que eu possa aprender com as idéias dos meus companheiros. Com todo mundo junto.

     Juntos, centrados.
     Juntos, na central. Sejam bem-vindos.

Uma resposta para “O fim dos tempos”

  1. [barba] Disse:

    Convidado para a central?
    Opa, conte-me mais, champz

    ;)

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